Carlos Scarpa, segundo estudiosos – Parte I

No fim do mês de agosto participei de um curso de três dias no Mube – São Paulo organizado por Gabriel Kogan, e patrocinado pelo Studio MK27 que trouxeram um arquiteto, professor da escola politécnica de Milano e pesquisador dos trabalhos de Carlos Scarpa, e restaurador de diversos projetos no CastelVecchio em Verona, entre outros trabalhos o Phillipe Bricollo do escritório de Arquitetura Bricollo&Falsarella.

Uma história longa com lindas passagens, porém preciso resumir e focar nos pontos fortes que se inicia na pós segunda guerra mundial quando a Itália está toda destruída e uma ONG – BBPR Arquitetos Solidários formados por três ou quatro membros surge por meio de profissionais na área para reergue-la conforme era no passado respeitando suas formas.

Os trabalhos se iniciaram em Palermo, no Palácio de Abatellis (1950 à 1952), sendo que Carlos Scarpa morava em Veneza teve que retornar devido a sua participação na Bienal, ele sempre fazia as visitas e se tornava referência única no passar das informações detalhadas nas construções das edificações a parte estética os detalhes de Scarpa estavam muito presentes e para cumprir os prazos de entregas das obras, e o uso dos desenhos técnicos por meio dos Correios tornou-se necessário, assim surgiram as plantas de detalhamento para facilitar o seu técnico fiscal na obra podemos descreve-lo como um arquiteto de narrativas, sempre no espaço presente e fazendo mecanismos interessantes criando até a expografia, havia sensibilidade presente nos mínimos detalhes, incluindo nas suas perspectivas sensitivas as paisagem do terreno, a luminância e permanência do sol durante o dia e o belo de todas as formas naturais sempre usadas no contexto da sua obra, exemplo a Raccontare con il paesaggio.

Todas as peças que seriam espalhadas pelo Palácio eram estudadas afins de criar impactos por todos que passassem em diversas aberturas no contorno das salas arredores, desde os ângulos e sombreamentos por meio das claraboias singelas que não interferiam na estética com as cores do azul do céu, tudo era detalhes que não interferiam, apenas agravavam nos trabalhos e projetos de restauro deste profissional, e para Scarpa até a coloração da terra de Palermo teve contribuição na definição da paleta de cores na pintura externa do prédio em todos detalhamentos haviam contexto e respeito a história daquele projeto, temos exemplos criativos onde ele criava com acabamentos simples grandes cenários neste Palácio no caso das exposições de telas, tecidos e papeis faziam cena de parede ou modelagem de moldura para adornar e valorizar as tais arte.

Vejamos nos exemplos abaixo:

Primeiro, essa sala contendo as duas composições fortes que distribuídas de forma a completar a composição das demais peças se destacam.

O lance da forma como a escada foi composta e a sua similaridade entre o corremão e a formação do degrau a coluna em composição adorna o inicio do processo, além da cor ser a encontrada por toda a região de Palermo.

Os desenhos dos portões e das janelas e os acabamentos de fechaduras todos produzidos e desenhados por ele, vejam este banco de frente a essa porta como o módulo se faz compor dessa cena.

Dentro das salas a forma como ele impõe seu traço nos suportes das telas, quadros e estátuas incluindo o fundo de cores e a vista de passagens por estas, percebemos que trata-se de elementos brutos, porém bem acabados.

A cena abaixo trata-se do bom uso da luz natural no interior deste edifício.

As vistas de um espaço para o outro sempre valorizando a arte que está por vir.

Nessa ilustração do vaso abaixo notamos que o engate está fixado na parede e o sustenta em pé por encaixe de boca aéreo.

Para sustentar as estátuas temos diversos materiais desde o ferro até o bloco de concreto adornando essas composições a madeira muito presente e envernizada.

Aguardem o próximo conteúdo continuação deste curso.

Sobre o Autor: Stefane Favoretti

Designer de interiores curiosa no quesito da decoração, uma caçadora de tendências apaixonada por inspirações.

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